Percurso e marcos principais

6 Eventos — Ordenar por
Ano Marco Área Detalhes
Criação da prática Harnovelt Início Constituição da Harnovelt por um pequeno grupo de analistas com experiência em administrações públicas e organismos internacionais, com o objetivo de criar uma prática dedicada exclusivamente a políticas do setor do ensino, começando por projetos piloto em contextos nacionais e regionais.
Primeiras análises aplicadas Projetos Primeiros projetos focados em leitura de enquadramento legal e análise de dados administrativos sobre percursos escolares, trabalhando em estreita articulação com equipas técnicas ministeriais para testar formatos de relatório mais curtos e orientados para decisões específicas.
Entrada em contextos territoriais Expansão Alargamento da atividade a níveis regionais e locais, com trabalhos que combinam análise de dados territoriais, auscultação de escolas e diálogo com autarquias, reforçando a atenção às desigualdades internas e às especificidades de cada contexto.
Formalização da abordagem Harnovelt Metodologia Consolidação de uma metodologia própria de análise de políticas do setor do ensino, documentando passos desde a definição do problema político até à devolução de resultados, incluindo guiões de recolha, matrizes de análise e modelos de síntese executiva.
Colaborações internacionais Parcerias Desenvolvimento de colaborações com organizações internacionais e redes de investigação, permitindo comparar experiências entre países e adaptar instrumentos de análise a diferentes sistemas de ensino, mantendo sempre atenção às especificidades locais.
Foco em temas estruturantes Aprofundar Reforço do trabalho em temas como transições escolares, abandono, trajetórias profissionais docentes e financiamento territorial, procurando ligar dimensões quantitativas e qualitativas para apoiar debates sobre equidade e sustentabilidade das políticas.

Os valores que orientam a Harnovelt

Os projetos que aceitamos, a forma como trabalhamos e as recomendações que produzimos são guiados por valores que colocam a transparência, a equidade e o rigor metodológico no centro da análise de políticas do setor do ensino.

Equidade e justiça

Antes de propor ajustes ou novas medidas, perguntamos sempre quem ganha, quem perde e quem fica de fora. Procuramos tornar visíveis desigualdades territoriais e sociais, para que decisões possam ser discutidas com clareza sobre o seu impacto em diferentes grupos de alunos e profissionais.

Transparência metodológica

Explicamos os dados usados, os critérios de seleção, as limitações e as incertezas associadas a cada análise. Preferimos admitir o que não é possível concluir a apresentar resultados como mais sólidos do que realmente são, preservando a confiança entre equipas técnicas e políticas.

Rigor e responsabilidade

Combinamos métodos quantitativos e qualitativos, revemos literatura relevante e procuramos alinhar práticas com orientações éticas reconhecidas internacionalmente. O rigor não é apenas técnico; inclui respeito pelos participantes, pelas instituições e pelos limites de cada contexto político.

Colaboração duradoura

Encaramos cada projeto como parte de uma relação de longo prazo com equipas públicas e parceiras. Partilhamos instrumentos, apoiamos momentos de reflexão interna e procuramos que a análise contribua para fortalecer capacidades locais, em vez de criar dependências externas.

Equipa dedicada a políticas do setor do ensino

A equipa da Harnovelt reúne perfis com experiência em administrações públicas, investigação aplicada e cooperação internacional. Trabalhamos em núcleos pequenos, ajustados a cada projeto, combinando competências quantitativas, qualitativas e de comunicação para apoiar decisões sobre políticas do setor do ensino em diferentes níveis de governo.
Joana Martins Silva Ferreira

Joana Martins Silva Ferreira

Cofundadora e analista sénior

Áreas de foco

Desenho institucional Coordenação interministerial Facilitação de diálogo Síntese executiva escrita

Joana lidera projetos de análise de políticas do setor do ensino com foco em enquadramento legal, desenho institucional e processos de decisão. Trabalhou em ministérios e organismos internacionais, o que lhe permite antecipar constrangimentos políticos e administrativos. Na Harnovelt, assegura que cada projeto mantém ligação clara ao problema político que se pretende resolver.

Miguel António Costa Almeida

Miguel António Costa Almeida

Responsável por análise quantitativa

Competências principais

Modelação aplicada Gestão de bases de dados Visualização de informação Avaliação de programas

Miguel coordena a componente de dados, desde a preparação de bases administrativas até à construção de indicadores e modelos de cenarização. Tem experiência em avaliação de programas e conhece bem os limites e potencialidades dos sistemas de informação existentes. Na Harnovelt, garante que opções técnicas são explicadas em linguagem acessível a equipas dirigentes.

Sofia Margarida Pereira Lopes

Sofia Margarida Pereira Lopes

Especialista em métodos qualitativos

Principais métodos

Entrevistas em profundidade Grupos focais Análise temática Ética na investigação

Sofia conduz trabalho de campo com escolas, autarquias, famílias e alunos, usando entrevistas, grupos focais e observação estruturada. Tem formação em sociologia e longa experiência em projetos participativos. Na Harnovelt, assegura que a análise integra perceções e experiências que não aparecem em estatísticas, respeitando princípios éticos exigentes.

Tiago Manuel Rodrigues Nunes

Tiago Manuel Rodrigues Nunes

Analista de dados e visualização

Focos de trabalho

Design de informação Painéis interativos Mapas territoriais Comunicação visual

Tiago trabalha na transformação de dados complexos em painéis, mapas e materiais visuais que apoiam o debate público e interno. Com experiência em design de informação e ferramentas de análise, colabora desde cedo no desenho de projetos para garantir que a recolha de dados permite respostas claras às perguntas de decisão formuladas.

Equipa a discutir análise de políticas
“Uma boa análise de políticas do setor do ensino não substitui a decisão política, mas torna mais claro o que está em causa, que grupos serão afetados e que compromissos estão a ser assumidos em cada opção considerada.”
Equipa Harnovelt
01

Ler o contexto institucional antes de propor mudanças

Partimos sempre de uma leitura cuidada do enquadramento legal e institucional, mapeando responsabilidades, fluxos de decisão e instrumentos existentes, porque decisões sobre o setor do ensino raramente acontecem em folha em branco e é essencial perceber que margens de manobra existem de facto.

02

Usar dados com rigor e humildade analítica

Tratamos dados administrativos, estudos prévios e evidência internacional como camadas complementares, não como respostas automáticas. O nosso trabalho passa por explicitar pressupostos, comparar fontes e clarificar o que os números mostram, o que sugerem e o que simplesmente não permitem concluir.
03

Trazer para a mesa quem vive as políticas no terreno

Incluímos vozes de escolas, autarquias, famílias e alunos através de métodos qualitativos estruturados, porque muitas tensões em políticas do setor do ensino resultam de perceções de injustiça ou falta de reconhecimento, que não aparecem em estatísticas mas influenciam profundamente a implementação.
04

Encarar a reforma como processo contínuo e cumulativo

Pensamos a mudança como processo de longo prazo, com fases, recuos e aprendizagem institucional. Por isso, preferimos apoiar ciclos sucessivos de análise e ajustamento, em vez de intervenções pontuais desligadas, ajudando equipas a criar rotinas internas de monitorização e revisão de medidas.

Compromisso com análise séria e diálogo aberto

Nesta página explicamos de onde vimos, como trabalhamos e por que razão insistimos em combinar leitura legal, análise de dados e escuta ativa de quem vive as políticas do setor do ensino no terreno, para apoiar decisões que precisam de equilibrar ambição, equidade e viabilidade institucional.
Fundação e visão estratégica
Criámos a Harnovelt depois de anos a ver relatórios extensos que pouco mudavam a vida nas escolas. Decidimos trabalhar de forma diferente, começando sempre por clarificar que problema político se quer resolver e que margens de ação existem. Só depois entramos em bases de dados e modelos, para garantir que a análise responde a decisões reais e não a curiosidades académicas.
O nosso objetivo não é impressionar com técnicas complexas, é tornar decisões mais informadas. Muitas vezes, um quadro simples que cruza percursos escolares com contexto territorial ajuda mais um dirigente do que um modelo sofisticado difícil de explicar. Por isso, investimos tempo a traduzir resultados para linguagem operacional.
Quando trabalhamos com equipas públicas, insistimos em envolver desde cedo quem terá de implementar as medidas. Isso reduz resistências, melhora a qualidade da informação recolhida e aumenta a probabilidade de as recomendações serem usadas em ciclos seguintes de planeamento.
Prática diária de análise aplicada
Sabemos que calendários políticos e letivos raramente alinham, por isso desenhamos processos de análise que encaixam em janelas de decisão realistas. Preferimos propor fases claras, com entregáveis intermédios úteis, em vez de um único relatório final entregue tarde demais para influenciar o debate.
As conversas que temos em escolas ou com equipas municipais ajudam a interpretar números que, à primeira vista, parecem contraditórios. Documentamos esses contextos com cuidado, protegendo o anonimato, para que decisores compreendam por que razão a mesma medida produz efeitos diferentes em territórios distintos.
Passamos muito tempo a testar diferentes formas de visualização, porque pequenos detalhes gráficos podem distorcer perceções sobre a dimensão de um problema. Assumimos sempre as limitações dos dados e evitamos conclusões excessivamente simples quando a realidade é mais ambígua.
Parcerias e impacto sistémico
Trabalhar com parceiros internacionais exige respeito pelas especificidades de cada país. Na Harnovelt, começamos sempre por ouvir equipas locais, rever documentação nacional e adaptar instrumentos de análise, em vez de aplicar grelhas importadas sem ajustamentos contextuais.
Acompanho o trabalho da Harnovelt porque valoriza a ligação entre investigação académica e decisão política, sem prometer respostas simples para problemas complexos. Há uma preocupação constante em explicitar incertezas e em evitar leituras deterministas dos dados.
Uma parte importante do impacto está em como os resultados são apresentados. Trabalhamos com a Harnovelt para preparar materiais que respeitam a complexidade da análise, mas permitem que decisores e parceiros compreendam rapidamente o essencial e façam perguntas informadas.